Sessão realizada no dia 6 de setembro de 2009.
Arquivo da categoria ‘Luciana’
49º – Monty Python and the Holy Grail (Luciana)
Setembro 12, 200944º – A Little Romance (Luciana)
Junho 17, 2009
4 de junho
Confesso que, sempre que pude, aproveitei o projeto do Filmeclub para rever filmes que me marcaram. E com esse não foi diferente. É comum termos uma noção de que as coisas da nossa infância nos remetem a uma época mais feliz, mesmo que isso não seja verdade (Recordo outro ouvir-te, /Não sei se te ouvi /Nessa minha infância /Que me lembra em ti./ Com que ânsia tão raiva / Quero aquele outrora! / E eu era feliz? Não sei: /Fui-o outrora agora. FP).
Talvez não houvesse histórias como “Antes do Amanhecer” ou “Encontros e Desencontros” sem este singelo “Um Pequeno Romance”. Ele resume um pouco o que estes filmes vieram a trazer e o que eu costumo gostar em filmes: viagens, aventuras, contraste de culturas, um personagem trapaceiro encantador, diálogos com referências bacanas, um final realista (mesmo que o resto do filme não seja), um pouco de comédia, um pouco de drama e… um pouco de romance.
31º – Streets of Fire (Luciana)
Dezembro 25, 2008
21 de dezembro
Eu lembro exatamente a primeira vez que assisti a esse filme. Eu devia ter uns 12 anos e não conseguia nem piscar, pois era a primeira vez que eu via um filme fora dos padrões a que eu estava acostumada. A trama não tinha diferença de muitas: o cara durão vai salvar a mocinha em perigo etc, mas a maneira como tudo foi feito, a nítida preocupação com detalhes, fotografia, cortes, figurino e sobretudo a trilha sonora, com canções dramáticas bem ao meu gosto, me deixaram bem perturbada. E quando o filme terminou, com o primeiro final não-feliz que eu tinha visto na vida, muita coisa mudou de perspectiva na minha cabeça.
Segundo o diretor Walter Hill, que escreveu o filme junto com Larry Gross, quando eles estavam finalizando o filme 48 Horas, ele queria fazer “um filme que juntasse todas as coisas que ele adorava quando adolescente: carros customizados, beijos na chuva, neon, trens à noite, perseguições em alta velocidade, barulho, estrelas do rock, motocicletas, piadas em situações difíceis, jaquetas de couro e questões de honra”. O nome do filme é referente à música “Streets of Fire”, do Bruce Springsteen, que deveria ser a música cantada no final do filme, mas que O Chefe não permitiu quando soube que era outra pessoa que iria cantá-la (mas dá até pra imaginá-la em versão 80). Melhor, porque a última música é a melhor do filme, bem como a primeira, ambas escritas por Jim Steinman e tocadas pela banda fake Fire Inc.
Curiosidades: na época, a idéia era fazer uma trilogia com o personagem Cody, mas não deu certo. Mesmo assim, agora em 2008, um outro diretor resolver fazer uma continuação alternativa com o mesmo ator: Road to Hell.
A personagem McCoy originalmente era homem, mas a atriz recusou outro papel do filme e sugeriu fazer este como uma mulher.
O ator Michael Paré antes de ser ator era chef. ;D
Logo depois do lançamento do filme, apareceu um documentário com o diretor e atores, falando sobre o filme e com alguns vídeos inéditos, o que daria um bom extra nos DVDs. A parte do documentário:
24º – La Cité des Enfants Perdus (Luciana)
Outubro 20, 2008Levando adiante a tradição de passar filmes dos anos 90 (juro que é sem querer), acabei escolhendo um que eu nem mesmo tinha assistido e confesso que me arrependi. Não era um filme pra se ver em turma, e além disso não me empolguei com o roteiro, um conto de fadas semi-adulto.
O que salva o filme é o visual, pra quem gosta desse tipo de “pintura” em cinema, o que é meu caso. O problema é que, tendo assistido a outros filmes que usaram estética parecida, o visual não parece novidade, mesmo sabendo que foi sim, em sua época.
Mas… como beleza sem conteúdo é um negócio que não se basta, o filme não se bastou, soou como um belo videoclip sem música.
19º – Singles – Vida de Solteiro (Luciana)
Setembro 11, 20086 de agosto
Eu era solteira quando assisti a este filme pela primeira vez. Por este e por outros motivos, fiquei com uma impressão boa dele por muito tempo. Até que, vendo agora pela segunda vez, pude apreciá-lo com um outro olhar, é claro, depois de tantos anos. E apesar desse segundo olhar ser mais crítico, de não haver tantas identificações como houve antes, o fato é que várias cenas dele faziam parte de um arquivo na minha mente que eu guardava com carinho e que eu não lembrava mais de onde eu tinha tirado.
Durante a sessão, houve uma hora em que eu achei que não tinha sido a melhor escolha pra um grupo de pessoas com longos relacionamentos, por outro lado achei bacana, pelo menos pra mim, lembrar de algumas questões que faziam parte dessa vida que ficou pra trás e da qual não tenho saudade, mas não deixo de lembrar com uma nostalgia boa.
Apesar de eu não ter feito parte da “grungice” da época, a trilha sonora é muito boa e importante pro filme, ainda mais que os chatos do Nirvana fizeram o favor de desistirem de participar.
Pra quem não sabe, ou não prestou atenção, o diretor é o Cameron Crowe, o mesmo que fez “Digam o que quiserem“, “Jerry Maguire” (esse eu não vi), “Quase Famosos” e “Vanilla Sky“. Ele ainda foi roteirista do “Picardias Estudantis“, filme adolescente dos anos 80 que só eu não assisti.
Uma curiosidade que eu não sabia ou não lembrava é que o Eric Stoltz é quem faz o mímico:
P.S.: Desculpa passar por cima da resenha do Mesquita, mas é que eu já tinha escrito umas 2 resenhas e perdi os arquivos, aí resolvi publicar logo aqui.
12º – Bagdad Café (Luciana)
Junho 13, 2008Fazia uns dias que a música do filme ecoava na minha cabeça, então pensei em colocá-lo na minha lista para o filmclub. Eu estava certa que seria o próximo, mas eu não conseguia ter certeza porque fazia muito tempo que eu tinha visto o filme, não sabia se eu iria gostar de novo e se ia agradar a maioria. Coincidiu também de muitos de vocês não terem assistido a ele ainda, o que é um bom critério pra mim, já que eu penso que uma das idéias do projeto é poder ver coisas que você não veria.
O que mais gosto no filme é a mensagem de como certas pessoas fazem diferença. Tem uma música que diz “Amigos a gente encontra, o mundo não é só aqui…”. Concordo até certo ponto, mas geralmente as pessoas de que gosto são insubstituíveis. Outra coisa que gosto é a ambientação no deserto e é claro, os personagens: como alguém chegou a comentar, o filme é quase um documentário destas figuras. O que não gosto mesmo é a cena final do musical com mágica. Não porque seja um final feliz, mas porque acho que dá pra fazer final feliz sem precisar ser bobo.
Curiosidades que vi na net: houve uma cidade chamada Bagdad na California, que hoje é fantasma e lá havia um Bagdad Café. As filmagens foram feitas em outro café, em outra cidade da California, mas depois do filme o local virou ponto turístico e mudaram o nome para Bagdad Café.
O menino que toca piano no filme é realmente pianista.
A versão alemã (que se chama “Out of Rosenheim”) tem 20 minutos a mais, e acho que foi ela que vi há um tempo atrás, pois se não me engano havia mais cenas mostrando a alemã dentro de um caldeirão no meio dos canibais, o que demonstra que a personagem também tinha seus preconceitos em relação à Brenda.
5º – A Dupla Vida de Veronique (Luciana)
Maio 31, 2008O filme que eu havia escolhido originalmente era “Anna Oz”, que conta a história de uma mulher que quando dorme tem uma vida em Veneza e quando acordada vive em Paris.
Como não consegui o filme em lugar nenhum – passei de VHS para DVD e não ficou bom – resolvi optar por este, também sobre alguém que vive duplamente.
Acho que tem a ver com meu fascínio geminiano por vidas duplas: não no sentido de viver uma farsa ou mentira, mas na sensação de que uma vida só é muito pouco para tantos interesses, ou como disse Fernando Pessoa: “Ah, não ser eu toda a gente e toda a parte!
Inclusive a discussão depois do filme era: são irmãs gêmeas? Pelo que entendi e por tudo que já li sobre o filme tenho certeza que não, são duas mulheres iguais, dois clones, tanto fisicamente quanto em relação à personalidade, com a diferença apenas que uma aprende com os erros da outra, o que leva à outra discussão: é melhor viver cometendo erros e tendo este contato mais íntimo com as coisas da vida ou é melhor escapar pela tangente, fazendo sempre o certo e seguro, escapando dos perigos, de certas emoções e até mesmo da morte? Pra mim este absurdo de haver duas pessoas iguais serve apenas como metáfora para as situações que nós mesmos vivemos a cada dia, escolhendo sempre entre estes dois caminhos: queremos viver muito e em paz, mas ao mesmo tempo queremos que a vida valha a pena e faça sentido.
Minha cena preferida: o filme tem cenas bem marcantes, contrastando com a ação lenta na maior parte. As mais importantes são os dois “encontros”: quando Weronika vê Veronique no ônibus e depois quando Veronique vê a foto de Weronika olhando pra ela. A mais forte é a morte de Weronika no palco. Mas pessoalmente adoro a cena do teatro infantil, em que ela observa o titeriteiro atuando através do reflexo.



