Sessão no dia 29 de maio de 2009.
Arquivo da categoria ‘Juliana’
42º – Once (Juliana)
Maio 31, 200934º – Non ci resta che piangere (Juliana)
Maio 31, 2009
Sessão no dia 7 de fevereiro, 2009.
21º – Cubo (Juliana)
Outubro 2, 2008
3º ano. Escola grande, particular. Poucas são as pessoas que conseguem entender completamente tudo o que você diz, sente, escreve, faz. Ou pelo menos, poucas são as pessoas que te passam essa sensação. Menos ainda, são as pessoas que entendem um gesto, um olhar, uma risada. Ou que adivinham exatamente do que você estava precisando, ou o que você precisava ver (leia-se “assistir”) naquele momento. Um amigo soube.
Diante de tantos Direitos, Medicinas e Engenharias, nós descobrimos a arquitetura e o jornalismo. Diante de quadros de honra, induções e pressões, nós escolhemos a nossa identidade. Numa época de tantos “eu sei o que vocês fizeram….” e “Pânicos”; tantos “Titanics” e “Anacondas”, surge alguém que me apresenta “Cubo”.*
Diferente de tudo o que eu havia visto, cubo traz uma trama simples. Mais simplicidade que simploriedade. Mais essência que complexidade, mais dinamismo que desvios pelo mesmo tema.
Nos identificamos muito com o filme. Éramos muitos, numa sala de aula. Cada qual com suas habilidades, tendo que con(sobre)viver, durante muito tempo, para sobrepor algo que parecia quase impossível. O desespero e a vontade de “sobreviver” àquilo, expõe o caráter de cada um. E cada um é o próprio cenário vivo daquela peça que tem o mesmo pano por trás. No final, vemos que a tendência de julgar os outros pelas aparências é muito maior do que a de julgar pelas suas habilidades e capacidades. E as máscaras começam a cair; e aquele que parecia ser o mais tolo, sobrevive.
*Os filmes relacionados ilustram uma idéia, e não estão necessariamente estritamente relacionados à época da qual se fala.
17º – Maverick (Juliana)
Agosto 17, 2008Não consigo lembrar da primeira vez em que vi o filme – hora, local, cenário, enfim – mas me lembro bem da sensação que tive ao vê-lo. Doze anos já é tempo suficiente pra começarmos a pensar em questões um pouco diferentes daquelas que terminam com sim ou não – ou não.
Não que Maverick seja um filme espetacular, – talvez sim, pra alguém num domingo à tarde, aos doze anos de idade – apesar disso, consegui extrair dele algumas respostas sobre o que eu queria e o que eu não queria ver em outros filmes – mas acho que esta é uma outra história.
O que eu já sabia era que os “atores” americanos têm “pavor” de demonstrar medo, amor, ódio, paixão, de uma maneira, digamos, real. E isso diverte, distrai e dá muita raiva, às vezes.
A ironia com essa ironia americana dos sentimentos, o não sofrer com a dor, a não obrigatoriedade de um bem ou um mal ou a obrigatoriedade deles de uma forma irônica, na qual os personagens “maus” são ingênuos e tolos (e não fazem absolutamente nada de mal no filme) e o personagem trapaceiro, porém inteligente, é “empurrado” pra gente como o anti-herói mais herói de todos, são exemplos de dilemas que eu encontrei na época. Poucos anos antes de 1994, – ano em que o filme foi lançado – eu estava lendo desventuras seguidas de desventuras na forma de livros quase coloridos que meus pais me deixavam “escolher” de maneira tendenciosa.
Assim, acabei gostando do filme pela identificação com o anti-herói, a mocinha ladra, o bandido como o único que realmente sente medo e a forma caricatural como tudo é feito e filmado. Tive outra impressão quando o vi agora, em 2008. Mas não é tão digna de estar nesta resenha.
Enfim, uma escolha feita pra um domingo à tarde.
