21 de dezembro
Eu lembro exatamente a primeira vez que assisti a esse filme. Eu devia ter uns 12 anos e não conseguia nem piscar, pois era a primeira vez que eu via um filme fora dos padrões a que eu estava acostumada. A trama não tinha diferença de muitas: o cara durão vai salvar a mocinha em perigo etc, mas a maneira como tudo foi feito, a nítida preocupação com detalhes, fotografia, cortes, figurino e sobretudo a trilha sonora, com canções dramáticas bem ao meu gosto, me deixaram bem perturbada. E quando o filme terminou, com o primeiro final não-feliz que eu tinha visto na vida, muita coisa mudou de perspectiva na minha cabeça.
Segundo o diretor Walter Hill, que escreveu o filme junto com Larry Gross, quando eles estavam finalizando o filme 48 Horas, ele queria fazer “um filme que juntasse todas as coisas que ele adorava quando adolescente: carros customizados, beijos na chuva, neon, trens à noite, perseguições em alta velocidade, barulho, estrelas do rock, motocicletas, piadas em situações difíceis, jaquetas de couro e questões de honra”. O nome do filme é referente à música “Streets of Fire”, do Bruce Springsteen, que deveria ser a música cantada no final do filme, mas que O Chefe não permitiu quando soube que era outra pessoa que iria cantá-la (mas dá até pra imaginá-la em versão 80). Melhor, porque a última música é a melhor do filme, bem como a primeira, ambas escritas por Jim Steinman e tocadas pela banda fake Fire Inc.
Curiosidades: na época, a idéia era fazer uma trilogia com o personagem Cody, mas não deu certo. Mesmo assim, agora em 2008, um outro diretor resolver fazer uma continuação alternativa com o mesmo ator: Road to Hell.
A personagem McCoy originalmente era homem, mas a atriz recusou outro papel do filme e sugeriu fazer este como uma mulher.
O ator Michael Paré antes de ser ator era chef. ;D
Logo depois do lançamento do filme, apareceu um documentário com o diretor e atores, falando sobre o filme e com alguns vídeos inéditos, o que daria um bom extra nos DVDs. A parte do documentário: