Posts de Outubro, 2008

24º – La Cité des Enfants Perdus (Luciana)

Outubro 20, 2008

17 de setembro

Levando adiante a tradição de passar filmes dos anos 90 (juro que é sem querer), acabei escolhendo um que eu nem mesmo tinha assistido e confesso que me arrependi. Não era um filme pra se ver em turma, e além disso não me empolguei com o roteiro, um conto de fadas semi-adulto.

O que salva o filme é o visual, pra quem gosta desse tipo de “pintura” em cinema, o que é meu caso. O problema é que, tendo assistido a outros filmes que usaram estética parecida, o visual não parece novidade, mesmo sabendo que foi sim, em sua época.

Mas… como beleza sem conteúdo é um negócio que não se basta, o filme não se bastou, soou como um belo videoclip sem música.

23º – Saneamento Básico, o Filme (Marcio Holanda)

Outubro 20, 2008

Saneamento Básico, o Filme, na minha opinião, escapa ileso de duas categorias clássicas do cinema brasileiro: aqueles com sexo, violência e palavrão (os dois primeiros nem tanto, mas esse último um tanto gratuito) e aqueles que são quase uma novela da Globo.
Apesar de contar com um elenco 100% global, Saneamento Básico consegue correr por fora, fazendo um bom filme, sem grandes pretensões, é verdade, mas que convence com ótimas história e interpretações.

Eu me identifico com alguns pontos:

- a relação imediata que os personagens fazem com o dinheiro necessário para a produção do filme – com o valor da fita, dá pra comprar tantas cadeiras, com o do vestido, tantos tijolos. Uso isso sempre (com o valor de um celular novo dá pra comprar uma guitarra e com ela posso ganhar dinheiro);

- a ingenuidade interiorana de não saber os pormenores de uma produção cinematográfica (o que faz sentido, já que nem o saneamento básico eles têm) – ficção é filme de monstro e por aí vai. Se em Quixadá, que tem quase 80 mil habitantes, na época em que ainda tinha cinema só passava filme pornô, de kung-fu, dos Trapalhões e da Xuxa, imagina em uma vila pequena como aquela. O legal é que mesmo assim eles vão em frente, se ajudando e descobrindo coisas, com a Marina viajando no texto e o Joaquim tentando ficar com o pé no chão, questionando como poderiam filmar aquele texto. No fim das contas, eles eram uma boa equipe.

O diretor Jorge Furtado já havia realizado duas ótimas comédias: Meu tio matou um cara e O homem que copiava, além de vários curtas, entre eles o clássico Ilha das Flores (se alguém quiser assistir, é só clicar aqui. Quem quiser baixar, aqui).

Ju, valeu pela lembrança, hehe.
:)

22º – Albergue Espanhol (Márcio Mesquita)

Outubro 20, 2008

21º – Cubo (Juliana)

Outubro 2, 2008

3º ano. Escola grande, particular. Poucas são as pessoas que conseguem entender completamente tudo o que você diz, sente, escreve, faz. Ou pelo menos, poucas são as pessoas que te passam essa sensação. Menos ainda, são as pessoas que entendem um gesto, um olhar, uma risada. Ou que adivinham exatamente do que você estava precisando, ou o que você precisava ver (leia-se “assistir”) naquele momento. Um amigo soube.

Diante de tantos Direitos, Medicinas e Engenharias, nós descobrimos a arquitetura e o jornalismo. Diante de quadros de honra, induções e pressões, nós escolhemos a nossa identidade.  Numa época de tantos “eu sei o que vocês fizeram….” e “Pânicos”; tantos “Titanics” e “Anacondas”, surge alguém que me apresenta “Cubo”.*
Diferente de tudo o que eu havia visto, cubo traz uma trama simples. Mais simplicidade que simploriedade. Mais essência que complexidade, mais dinamismo que desvios pelo mesmo tema.
Nos identificamos muito com o filme. Éramos muitos, numa sala de aula. Cada qual com suas habilidades, tendo que con(sobre)viver, durante muito tempo, para sobrepor algo que parecia quase impossível. O desespero e a vontade de “sobreviver” àquilo, expõe o caráter de cada um. E cada um é o próprio cenário vivo daquela peça que tem o mesmo pano por trás.  No final, vemos que a tendência de julgar os outros pelas aparências é muito maior do que a de julgar pelas suas habilidades e capacidades. E as máscaras começam a cair; e aquele que parecia ser o mais tolo, sobrevive.

*Os filmes relacionados ilustram uma idéia, e não estão necessariamente estritamente relacionados à época da qual se fala.